sexta-feira, 9 de julho de 2010


Às vezes parece que a vida não dá pé; você tenta e tenta, e acha que vai se afogar, acha que qualquer esforço é inválido. Às vezes você acredita que é um perdedor, e não enxerga nada além de seus defeitos. E aí, presa na agitação do pensamento, parece que nadar é impossível.

Entretanto, sempre há um suspiro a mais. Às vezes você fica ofegante com tudo isso.

E, por vezes, você consegue dizer chega e encontrar o chão firme.


"Convencidos de que a vida em si é um desafio."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

definitivo

e o perfeito já não cabe mais,
só o feito;

foi lá e fez.

domingo, 13 de junho de 2010

interessante como o desenvolver não é linear, como o viver é difuso;
por mais que se criem modelos matemáticos; e que cálculos funcionem muito bem para entender a natureza, obrigada, não é assim que a humanidade progride.

o que você é, o que você quer ser, o que você foi, até o que vêem em você: são todos misturados num sentido só. e a luta é somente SUA. ninguém vai resolver mais as coisas por você, não mais.

é.. já haviam me dito sobre espirais.

sábado, 12 de junho de 2010

posso?
posso ser fraca? posso não conseguir? posso parar?
por quê? por que... (?)

estava para escrever sobre os desafios.. e o sucesso
"a dor passa, e no fim só resta a satisfação de ter vencido".. ou de ter tentado

as pessoas sempre buscam mais, e é isso que move o mundo. pessoas determinadas, essas sim vão em frente, superam tudo.. eu as admiro
o que é vencer? aonde se quer chegar? qual será o caminho? e .. COMO você quer percorrê-lo?
tenho algumas escolhas por fazer.
escolhas envolvem renúncias.
renúncias envolvem maturidade.
e aí eu me vejo nova de novo, menina, que sente medo de tudo, que tem medo de perder.
menina, que prefere não jogar para não ter de lidar com a derrota. menina, que tenta e tenta e tenta dar um jeito de ganhar pelo jeito mais fácil. menina, que se perde em seus jogos;

por quê?
perdida, confusa, e tendo de continuar.
ah, que grande drama é a vida dessa pessoa. como se ela fosse a única no mundo.
como se ela não tivesse tudo em suas mãos.
ela tem.. a faca, o queijo, o prato
tem até a fome;
mas anda com medo de cortar errado. anda com medo de machucar.

que ela não fique parada por muito;
pneu, desligo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

aleatório

talvez eu seja uma egoísta, que nada mais escreva a não ser sobre mim mesma.
o meu sentimento, o meu momento, e umas pitadas do mundo lá fora
(baby, it's cold outside..)
e a aleatoriedade.. me cabe como uma luva: pensamentos dispersos, mal-formados, sendo elaborados, jogados no papel; assimilo.

além.
aleatório, o mundo de hoje.. algo sobre pós-estruturalismo, e essa falta de conexões;
partes partes partes:
o mundo não é máquina, o mundo não tem partes:
o globo é um todo. o universo é um todo.

um texto para ler,
um tanto para estudar,
um pouco por fazer.
ah menina, deixe ser!

aleatório

sábado, 6 de março de 2010

Posso?

quanto tempo, quanto tempo perdido, desperdiçado em coisas tão banais... porquê?
a roupa, as pessoas, a imagem, o mundo sob controle... que mania
eu não quero mais isso, não, obrigada
a mudança vem, e você se pergunta depois porque demorou tanto para enxergar; às vezes a verdade está ali, bem na sua cara, o mundo todo vê, mas você não; é assim? é assim que deve ser? é assim que pode ser?
posso? posso me arrepender, posso chorar, mesmo quando tudo está bem? parece um desperdício, ficar assim gastando lágrimas, mas, posso?

lidar com o incerto, é o desafio
nada é certo, se você pensar bem.. certezas são vãs, mutáveis, instáveis, relativas
e.. porque demorei tanto a entender? que a vida não tem perfeição, que as pessoas nem sempre se importam, que a quadradice é uma besteira, e que ter o controle na mão nem sempre é bom: você perde a graça, o erro, a risada depois, ou o arrependimento;
talvez sejam todos legumes do mesmo caldo.

posso? posso misturar tudo?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

wishyouwerehere:

por quê? por que raios o que está bom muda? por que às vezes fica tão difícil enxergar a realidade, e parece que você entra em mais uma daquelas fases de retrospecto, na espera de mais momentos bons de verdade?
desculpe, tem tanta coisa acontecendo aqui que eu mal posso ver. aquele turbilhão, tudo ao mesmo tempo, por que raios é tão difícil? os ombros cansados, os olhos úmidos, as dores te pegando, o coração perdido... céus
parece que ao invés de me encontrar, eu me perco mais: tudo o que foi construído esfarela, e o vento sopra e leva embora. E aí, meu querido, você tem que começar de novo, do zero, refazendo, reconstruindo, renovando. O certo e o errado existem cada vez menos, o suficiente é o que basta, os limites nos alcançam;
talvez eu fale grego, e ninguém sinta isso mesmo
mas às vezes me bate um vazio, um vazio grande, um sentimento de estar perdendo a vida e o mundo, bem na frente dos meus olhos; o presente é a partícula imensurável, e a única localização temporal mesmo é o antes e o depois

we're just two lost souls, swimming in a fish bowl
year after yaer, running over the same old ground
what have we found? the same old fears...
wish you were here;